Rochedo Casterly

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Rochedo Casterly

Mensagem por Hollywood em Seg Jun 23, 2014 4:19 am



Rochedo Casterly
Sob Domínio Real
Rochedo Casterly é uma fortaleza, com vista para Lannisporto e para o Mar do Poente. É a sede da Casa Lannister.
A fortaleza é esculpida numa enorme colina de pedra maciça, e suas defesas naturais são reforçadas com muralhas e outras estruturas. De fato, o Rochedo nunca caiu. Lendas dizem que o Rochedo Casterly recebeu este nome da família que o governava na Era dos Heróis, os Casterly, que foram extintos. Os Lannister afirmam que sua linhagem remonta a Lann, o Esperto, que enganou os Casterly, expulsando-os do Rochedo, e o reivindicando para si.Três cômodos-chave dentro do Rochedo são a Galeria Dourada, a Boca do Leão e o Salão dos Heróis, onde os Lannister, e seus parentes próximos, que morreram com valentia, são enterrados. Pode-se ouvir, de debaixo do Rochedo, barulhos de trovão, onde o mar encontra a pedra.Há um lugar chamado Jardim de Pedra dentro do castelo.


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Re: Rochedo Casterly

Mensagem por Convidado em Qua Ago 27, 2014 3:28 pm



Merida of house Tyrell
Casterly Rock

A suave brisa atravessava os longos cabelos loiros da garota, deixando eles ligeiramente bagunçados. Ao contrário do que seria de esperar, apesar de ser uma Tyrell, seus cabelos não eram castanhos como de todos os outros membros da nobre casa. A razão para isso ninguém sabia.
Faziam já algumas semanas desde que Merida abandonara a Campina, fugindo dos seus crimes enquanto senhora de uma casa nobre. A vida da jovem Tyrell nunca fora fácil, crescera com meros camponeses até ao dia em que a guarda dos Tyrell a levou até Jardim de Cima para que sua verdadeira identidade fosse revelada. Logo ela ficou prometida a um rei de uma zona distante. A partir daí a história se tornou famosa, muitos músicos escreveram baladas sobre a trágica morte do rei, assassinado pela sua senhora. Merida, a regicida como todos lhe chamavam, fugia agora para lá da muralha, por entre as florestas e bosques, tentando escapar as estradas principais e evitando a possibilidade de ser reconhecida.
Merida cavalgava no seu cavalo de guerra, negro, rapidamente por entre as árvores. Se não fosse seu cabelo e suas feições de mulher ela facilmente seria confundida por um cavaleiro. Sua perícia com a espada era extraordinária e em vez de um vestido, ela vestia umas calças já um pouco sujas e uma tunica verde esmeralda. Na sua cintura estava pendurada uma espada e uma adaga, a mesma usada para matar o seu ex marido.
Merida reconhecia aquela zona, estava perto e Rochedo Casterly, território dos Lannisters. Apesar de tudo o que se dizia daquela família, Merida não temia eles. Para falar verdade ela não temia ninguém apesar de se encontrar num beco sem saída.
Distraída com seus pensamentos, a jovem Tyrell não se apercebeu de que estava cercada por guardas a poderosa casa. Rapidamente eles a atacaram, derrubando a garota do cavalo e agredindo ela violentamente. Merida conseguiu retirar sua espada da cintura e balançou ela, o ruído de aço contra aço se propagando pelo espaço. Apesar de ser uma ótima guerreira, a loira estava em desvantagem e acabou sendo levada para Rochedo Casterly juntamente com o seu cavalo de guerra. Merida esperava perguntas mas nenhum dos guardas parecia importado em fazer qualquer tipo de interrogatório, apenas algemaram ela e a levaram à força pelo pátio.

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Última edição por Merida Tyrell em Qui Ago 28, 2014 2:50 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Rochedo Casterly

Mensagem por Alasca Lannister em Qua Ago 27, 2014 5:55 pm

Whatever People Say I Am, That's What I'm Not
O
vestido me incomodava. O tecido era pesado e me causava ligeiras coceiras por onde o tecido tinha contato com a pele. As conversas entre as senhoras que podia se encontrar em Rochedo Casterly uma vez ou outra era interessante, mas na maioria das vezes falavam sobre as mesmas coisas: o marido de quem era melhor, com quem iriam casar as suas filhas, quem era o cavaleiro mais habilidoso do momento, quem estava usando o melhor vestido – como se não fosse o bastante ainda falavam da cor escolhida, do tecido e de quem o fabricara. Eu me encontrava com o mesmo meio-sorriso e a mesma expressão serena de sempre, embora, por dentro eu estava profundamente entediada. Elas estavam saboreando uma torta de alguma coisa que realmente estava gostosa e tomavam chá de alguma erva que segundo uma das criadas era “calmante”. Eu tomei um pouco, e logo senti o seu gosto. Minha boca se enchia com um líquido mais amargo que a própria vida. Com esforço engoli sem projetar uma careta em minha face assim como todas que estavam ali. Uma das empregadas vacila para o lado deixando que uma xícara caísse com um pouco de chá dentro. Vi naquilo uma oportunidade para escapar daquelas mulheres.


— Eu pego um pano — Eu disse. A mulher se abaixou para catar os cacos e todas as Lannister’s e mulheres de homens das casas vassalas a olharam de uma forma que não se devia olhar nem para o ser humano mais cruel e nojento desse mundo. Eu me levantei de meu assento já fazendo uma bem treinada reverência — Com licença, senhoras.


— Sente-se, Alasca! — Uma de minhas tias disse franzindo o cenho. — Temos empregadas justamente para isso. — Uma das empregadas que estavam no local se movia em direção a porta em passos rápidos e longos. A maioria delas temia que não fizessem seu trabalho direito, eu lhes dava razão... Ou nem tanta. A maioria daquelas mulheres eram abusivas e ignorantes, pensavam que somente o que acham é o certo. Espero que meu sangue Lannister não fizesse com que com o tempo passando eu me tornasse uma delas.


— Não, não — Me virei para a empregada e me aproximei dela tocando suas mãos com delicadeza — Ajude-a a catar os vidros, eu busco um pano para limpar o líquido. — Caminhei para frente e dei as costas para todas elas saindo daquele pequeno salão. Aquelas mulheres faziam com que eu vomitasse tanto até que minha garganta estivesse na carne viva.


Eu caminhava pelo pátio. Meus passos eram curtos e lentos, eu observava tudo o que se passava. Os guardas perambulavam para lá e para cá, eu mal conseguia ouvir meus próprios pensamentos com todo aquele som de ferro balançando e se chocando um contra o outro. Alguns guardas chamavam minha atenção entre os outros, carregavam uma mulher que parecia cansada, estavam a tratando como se ela fosse um animal. Ela fazia perguntas as quais não se importavam em dar respostas. Ela estava com as mãos para trás, parecia estar algemada e até mesmo um pouco ferida. Ela fora ferida longe de meus olhos, e não seria novamente. Mulher nenhuma era ferida diante meus olhos.


— Deixem a moça! — Ordenei com a voz alta e firme para os guardas. Um deles retirou o capacete e ergueu a sobrancelha. Eu me aproximei em passos curtos o encarando de cabeça erguida, enquanto ele era mais alto era obrigado a me olhar de cabeça baixa. — Vão. Podem ir. — E então fomos deixadas a sós pelos guardas. E eu nem os via mais, inclusive agora o pátio estava completamente vazio, a não ser por mim e pela garota loira. Olhei para as suas mãos amarradas e me lembrei que havia esquecido de pedir para que os guardas a soltassem. — Me perdoe... Eles não são muito gentis — Me pus a seu lado e a peguei pelo antebraço a puxando para dentro do castelo. Eu costumava a ajudar aqueles que nada tinham ou que tinham muito pouco, e eu adoraria ajudá-la realmente. Então levei a garota até meus aposentos. Eu não sabia o que dizer para ela naquela situação, então durante o percurso fui dizendo que estava tudo bem. — Bem... É... — Me atrapalhei com as palavras. Acho que ficaria mais calma se soubesse meu nome e onde está pensei. — Meu nome é Alasca... Alasca Lannister. E acho que já sabe onde está. — Lhe dei as costas para trancar a porta. — Se não souber: está em Rochedo Casterly — Me virei para ela escorando minhas costas na porta — E se precisar de alguma coisa pode falar — Peguei o punhal que se encontrava em cima da minha bela esculpida penteadeira e cortei as cordas que seguravam as suas mãos.
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Re: Rochedo Casterly

Mensagem por Convidado em Qui Ago 28, 2014 7:05 am



Merida of house Tyrell
Casterly Rock

As cordas em volta dos pulsos de Merida estavam apertadas o suficiente para deixarem marcas sobre a sua pele. Ela sentia agora um pouco de sangue escorrendo pelo seu rosto, vindo de um corte na testa.
Os guardas a empurraram pelo pátio e falavam coisas que nenhuma mulher deveria ouvir. Merida os amaldiçoou na sua mente inúmeras vezes, enquanto se tentava libertar dos braços fortes dos guardas Lannisters.
Pelo canto do olho ela conseguiu ver alguns cavaleiros treinando num pequeno campo de terra batida. Ao lado, em outro campo, alguns garotos, ainda de tenra idade, praticavam sua pontaria com arco e flecha, mostrando que sabiam bem o que estavam a fazer.
Merida se recordou da sua infância passada com a velha Morgan na floresta, da maneira como ela se zangava quando a garota preferia a espada à agulha. A garota Tyrell sempre teve uma maior inclinação para coisas relacionadas com batalhas. Ela se orgulhava de ser até uma boa estratega, porém ninguém aceitava suas opiniões e conselhos por ser mulher.
Desviando o olhar do treino de arco e flecha, Merida viu uma jovem se aproximando, gritando para que a Tyrell fosse libertada. Essas palavras devem ter enfurecido os guardas pois um deles apertou ainda mais o braço de Merida, tanto que parecia que suas unhas iam atravessar a carne. Se contorcendo para que a soltassem, a loira sentiu que suas tentativas tinham dado frutos pois agora a única coisa que a detinha eram mesmo as cordas nos seus pulsos.
Merida observou a garota. Longos cabelos loiros de tom dourado, ela seria uma Lannister sem dúvida. Porém Merida nunca esperara ver uma Lannister atuar daquele modo. Isso não a desagradava, significava que ela não a havia reconhecido, o que era ótimo. A última coisa que Merida precisava era ser capturada pelos Lannisters e ser usada como moeda de troca.
Ela fez uma pequena vénia, lembrando de suas maneiras, e logo ouviu a garota se desculpar pelos atos de seus guardas. Essa sim era uma Lannister diferente, Merida sempre ouvira que essa família não era muito gentil. Seu braço foi entrelaçado com o dela e as duas se dirigiram até ao castelo, a loira sempre observando tudo discretamente.
Chegaram no que pareciam os aposentos da Lannister e ela logo trancou a porta e se apresentou.
- Me chamo Merida. – a Tyrell disse. – Merida Pendragon.
Ocultar sua verdadeira identidade seria a melhor opção naquela altura. Quanto menos pessoas soubessem quem ela era, melhor. A garota não a havia reconhecido e Merida viu nisso mais uma oportunidade para tentar escapar ao seu vil destino.
Acenei com a cabeça, mostrando que estava ouvindo o que ela dizia. – Eu nunca tinha estado aqui antes mas já tinha ouvido falar da beleza do local. Tenho a dizer que é muito mais bonito do que imaginava.
Merida estava sendo sincera, enquanto estava no pátio ela tinha tirado um momento para observar tudo minuciosamente. Dos aposentos da garota era possível também observar o Mar do Poente banhando a costa. Tudo ali era diferente de Jardim de Cima, mas igualmente bonito.
Alasca cortou as cordas e Merida esfregou os pulsos vermelhos pelo contato com o material.
Eu gostava de lhe pedir uma coisa. – Merida disse. Ela esperava que a garota Lannister não ficasse ofendida com o pedido, mas nesse momento, aquilo era tudo o que Merida precisava. Após uma pequena pausa para observar a reação da garota, Merida prosseguiu: - Queria lhe pedir se eu poderia passar a noite no castelo. Posso dormir no estábulo não tem problema. Apenas preciso de um local mais seguro para descansar da viagem. Amanhã logo de manhã partirei de novo, juro pelos sete novos deuses e pelos deuses antigos!
Não desviou o olhar dela, ao contrário do que muitas pessoas fariam aquando na presença de um Lannister, Merida não temia a casa dos Leões.


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Re: Rochedo Casterly

Mensagem por Alasca Lannister em Sex Ago 29, 2014 9:01 pm

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nome da garota que havia acabado de salvar das mãos daqueles guardas era Merida. Era com certeza uma bela camponesa. Possuía belos cabelos loiros levemente ondulados, olhos que mais pareciam pedras preciosas e aparentava possuir um belo corpo – apesar de que ela o arruinava com aquelas roupas sujas e desgastadas. Ela estava ferida, e eu não sabia como iria resolver aquilo, tudo o que eu sabia era que aquele corte em sua testa precisava de ser lavado. Eu não sabia quem ela era, o que havia feito para acabar parando ali e também não sabia nada sobre a casa Pendragon, tudo o que eu sabia era que eu precisava ajudá-la de alguma maneira. Nenhum motivo em especial, mas enquanto eu pudesse, eu iria ajudar qualquer um que se mostrasse necessitado de minha ajuda. E no momento a pessoa que necessitava de minha ajuda era Merida Pendragon. Eu pensei por alguns minutos em como era ser uma boa anfitriã para uma camponesa agredida pelos guardas da minha casa. Era minha responsabilidade não deixar uma má impressão dos Lannister – apesar de que os anteriores e os atuais fodem com todas as minhas atitudes boas. Ela elogia o Rochedo Casterly com palavras que eu conseguia localizar sinceridade, eu não chamaria aqui de um lugar bonito. Vai ver é porque eu já estou cansada de olhar para essas paredes, para aquele pátio, para aquele mar e para aquele castelo. Eu já estava pensando em buscar roupas limpas para Merida e ordenar as criadas que lhe preparassem um banho quando eu ouço palavras.


— Eu gostava de lhe pedir uma coisa — Estaria me ajudando bastante se falasse o que deseja pensei comigo mesma. Uma animação tomava conta de mim, eu sentia prazer em ajudar as outras pessoas e ajudar Merida seria algo maravilhoso. — Queria lhe pedir se eu poderia passar a noite no castelo. Posso dormir no estábulo não tem problema. Apenas preciso de um local mais seguro para descansar da viagem. Amanhã logo de manhã partirei de novo, juro pelos sete novos deuses e pelos deuses antigos! — Ela estava pedindo algo tão simples que eu estaria sendo uma péssima pessoa se dissesse que não. Mas mulher nenhuma deveria dormir em um estábulo enquanto existir uma cama quente e aconchegante em que possa ser oferecida a ela.


— Claro, claro... — Respondi confirmando que sim, eu poderia realizar o seu pedido — Mas não gostaria de passar a noite por aqui? No meu quarto. Não há perigo algum aqui, senhorita Pendragon — Dei alguns passos a frente, em aproximando de Merida e a tomando pela mão. Puxei a garota até a minha extensa cama e me sentei na beirada do colchão, Merida se sentou do meu lado. — Por favor! Fique! Não em sentiria bem com você ficando em um estábulo. Estábulos podem ser perigosos, e pode ficar o quanto quiser, sério, não se incomode, companhia é sempre muito bem vida para mim — Um meio sorriso surge em meus rosto, eu estava olhando nos olhos da mulher. — Roupas limpas? Um banho? Comida? Pode falar que eu providencio. Não quero que vá embora sem que eu tenha certeza de que irá ficar bem.
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Re: Rochedo Casterly

Mensagem por Convidado em Sab Ago 30, 2014 2:21 pm



Merida of house Tyrell
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Merida entendeu que tinha conseguido enganar Alasca, porém ela não estava a salvo pois qualquer pessoa ali poderia reconhecê-la. Caminhando de um lado para o outro enquanto ouvia a Lannister, a jovem Tyrell planejava já uma fuga caso fosse necessário sair dali rapidamente. Não seria por acaso que Merida tinha pedido para dormir nos estábulos. Contudo Alasca recusou.
- Eu não quero incomodar ninguém, os estábulos seriam perfeitos para mim.- a garota insistiu.
Apesar de ser uma lady de Jardim de Cima, Merida acabou por se habituar às dificuldades de uma vida fora da corte, longe de todo o luxo e regalias alcançáveis quando se faz pare de uma família nobre. Os primeiros tempos foram muito solitários para a flor selvagem, mas à medida que os dias passavam, Merida começou a apreciar essa solidão, tirando partido dela para observar o mundo à sua volta. Ela descobriu a beleza nas árvores das florestas que atravessavam Westeros, nos rios e até mesmo no canto dos pássaros, que outrora a incomodavam. Ela fazia um esforço para registrar tudo aquilo na sua memória. Para lá da muralha não existiam coisas belas como aquelas. Apenas gelo, neve e sabe-se lá mais o quê. Merida suspirou e ouviu Alasca lhe oferecendo estadia no seu quarto. Merida não queria ser mal educada e recusar sua oferta, já não tinha maneira de escapar. Ela deixou que Alasca a conduzisse até a cama e as duas se sentaram.  - Eu não tenciono ficar por muito tempo, ainda tenho uma longa viagem pela frente. - ela explicou, sem grandes detalhes. - Mas agradeço sua oferta.
Retribuindo o meio sorriso da garota, Merida olhou a espada presa ainda na sua cintura. Os guardas a haviam devolvido, ela não entendera porquê. Esse pensamento recordou a garota da luta que travara com eles, alguns minutos antes e rapidamente se lembrou do corte que tinha na testa. Ela levou uma mão pálida até lá e sentiu os seus dedos contatarem com o sangue. - Eu aceito o banho. - falou determinada. - Preciso desinfetar minhas feridas, não queremos que eu morra de infeção. Ela riu um pouco, observando a reação da garota ao comentário. Será que era isso que Merida merecia? Morrer também? A opinião dela variava conforme o dia. Umas vezes ela achava que sim, que a melhor escolha seria se entregar ou morrer. Mas uma voz bem no fundo da sua cabeça dizia para ela não desistir. Seriam os sete falando? Merida não era muito religiosa mas sempre encontrava fé num dos deuses em diferentes períodos da sua vida. Ultimamente ela se tornara um pouco mais devota, procurando a orientação que só a Velha lhe poderia dar.
- Seus guardas são sempre assim tão cavalheiros? - ela perguntou irônica soltando uma risada enquanto tentava conversar com a Lannister.
-

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Re: Rochedo Casterly

Mensagem por Alasca Lannister em Dom Ago 31, 2014 3:25 pm

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u não queria deixar Merida assustada, então eu aceitaria ajudá-la da forma em que ela dissesse – até porque se eu não fizesse dessa maneira estaria a atrapalhando em vez de ajudar. Eu não iria nem questioná-la sobre as dúvidas que ela fazia brotar em mim. Acabei então por fazer uma anotação mental sobre o que não fazer com Merida: não perguntar de onde ela veio, não perguntar o que estava fazendo aqui, não perguntar sobre a casa Pendragon, não perguntar sobre seu pai ou sua mãe, não perguntar o que é que ela estava fazendo pelas terras ocidentais. Ela insiste dizendo  que os estábulos são perfeitos, e que ela não queria incomodar ninguém. Uma jovem mulher assustada, não devo assustá-la mais ainda pensei enquanto ouvia as suas palavras com atenção. Eu simplesmente não conseguia entender, eu estava lhe oferecendo uma cama e mesmo assim ela nega, diz que tinha uma longa viagem pela frente. Pelo menos é livre para decidir o seu caminho pensei imaginando que Merida era o tipo de aventureira que as canções e as histórias falavam sobre. Mulheres fortes, decididas e que não eram repreendidas por homens, tudo o que eu queria ser. Ela agradece a oferta e eu fico a observando por alguns poucos segundos esperando que ela tivesse algo mais para falar, um meio sorriso surge também em seus lábios. Ela toca a sua ferida e então eu reparo que não era muito profunda, mas precisava de ser lavada.


—  Eu aceito o banho — Disse com determinação em seu tom de voz — Preciso desinfetar minhas feridas, não queremos que eu morra de infecção — Ela deu uma risada descontraída, eu não sabia como reagir então simplesmente forcei uma risadinha baixa. Eu achava que todos mereciam a morte, mas é claro, no tempo certo. Mas eu não podia julgar Merida, não podia deixá-la morrer, afinal, eu mal a conhecia, não sabia nada sobre ela, a não ser que os guardas da minha casa haviam lhe machucado e que aquilo era em parte minha culpa. — Seus guardas são sempre assim tão cavalheiros? — Senti a ironia em suas palavras, soltei uma risadinha, essa não fora forçada, e então eu me levantei caminhando em direção a porta, então foi aí que eu me virei para Merida.


— Claro, acho que de onde eles vêm acham mais romântico apontar para as damas uma espada do que uma flor — O meu meio sorriso logo se tornou um largo sorriso, e então eu a observei dos pés até a cabeça, precisava de ser alimentada e de roupas limpas — Vou mandar que lhe preparem um banho — E assim faço a deixando sozinha no meu quarto. Caminhando pelos silenciosos corredores do castelo olhando desconfiada para todos os lados. Uma empregada caminhava e então eu a paro pegando-a pelo braço.


— Senhorita Alasca, o que deseja? — Ela olha para mim com os olhos cheios de admiração, possuía um sorriso no rosto que não era qualquer pessoa em Rochedo Casterly que recebia de uma empregada.


— Por favor, um banho, morno, também quero que me traga roupas novas, mas não é pra mim, acho que ela não gosta de vestidos, vou precisar também que você faça a gentileza de trazer algumas frutas, pães e queijos, e se possível um pouco de água potável também — Olhei no fundo dos olhos da mulher e peguei em sua mão, estava exibindo aquele mesmo meio sorriso que transbordava confiança e conforto que exibi para Merida. — Muito obrigada. — A empregada sai e eu logo volto para o meu quarto para me encontrar com Merida novamente. — Já mandei que lhe preparem um banho e já pedi por roupas novas, a comida logo chegará e depois se você quiser pode ir para o estábulo — Eu me sentia tão bem por estar ajudando-a, era uma das melhores sensações do mundo o que eu estava sentindo. Não demora muito após as minhas palavras e ouço alguém bater na porta. Vou para atender e era uma outra criada que me entrega um bandeja de prata com um pão, algumas frutas e uma taça de água. Eu a agradeço e pego a bandeja com as minhas mãos, a deposito em cima da cama e então saio para ver se elas estavam providenciando o “meu” banho. E elas estavam, empregadas acendiam velas enquanto umas enchiam a banheira com água gelada outras enchiam com água quente, e uma outra as misturava com as próprias mãos. — Obrigada, podem ir — Agradeço e elas vão, uma atrás da outra. Em passos rápidos vou até Merida. — A banheira está pronta.
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Re: Rochedo Casterly

Mensagem por Convidado em Seg Set 01, 2014 6:34 am



Merida of house Tyrell
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Merida reparou que Alasca não fazia perguntas. A garota aceitava a informação que a Tyrell lhe dava sem questionar suas intenções. Merida se sentia um pouco mal com ela própria, a garota lhe oferecia um teto para dormir e ainda assim ela era capaz de mentir na sua cara. Mas não havia outra hipótese, se Merida contasse a verdade a Alasca, ela tinha a certeza que não sairia dali viva. Ou talvez fosse enviada de novo para a Campina.
Ao ouvir a resposta da Lannister à pergunta sobre os guardas ela soltou uma risada genuína. – Acredite jovem garota que eu prefiro um bom desafio com uma espada do que uma flor que acaba murchando alguns dias depois e uma cantada sem sentimento. Merida nunca fora uma mulher romântica. Ela simplesmente não sabia como mostrar o afeto para ninguém, não era uma dama igual as outras. Era valente, sem medo de falar o que pensava, sem medo de enfrentar os homens. A Tyrell considerava muitas mulheres de Campina fúteis, patéticas por serem submissas. Elas deixavam que os homens as controlassem, deixavam que eles fizessem delas o que queriam. Merida era contra isso. Ela também não acreditava na história do cavaleiro andante. A historia de que um dia um cavaleiro a iria salvar de todo o sofrimento que a vida lhe causara. Mas Merida não era uma donzela em perigo, ela sabia se defender, não precisava que um homem fizesse isso por ela. Aliás, como que um homem iria salvar ela do sofrimento de uma vida se fora um outro homem quem provocara todo esse sofrimento? O orgulho de Merida a fazia pensar assim.
Fazendo sinal com a cabeça de que ouvira o que Alasca falara sobre o banho, depois que ela saiu a flor de Campina deixou que seus pensamentos vagueassem até seu ex marido. Uma raiva tomou posse dela naquele momento. Como era possível que um homem que supostamente deveria proteger a sua mulher fosse capaz de fazer o que fez? Por toda Westeros se falava da história da Tyrell que matara o seu marido. A mulher que havia trespassado ele pelas costas sem dó. Todos apontavam o dedo para ela, todos a acusavam de traição, chamavam ela de vários nomes mas ninguém se importava em saber qual o motivo que levara a loira a agir assim.
Sem se aperceber, Merida caminhava de um lado para o outro dos aposentos da Lannister já um pouco perturbada. Ela cerrou os punhos ao lembrar de todas as noites em que seu marido invadiu os seus aposentos e a tomou sem autorização, quando Merida era ainda uma garota de dezasseis anos, que pouco sabia da vida.
Ela bateu com o punho na mesa e logo sentiu a porta abrir e alguém entrar no quarto. Ela susteve a respiração até ver que se tratava de Alasca. Merida sorriu levemente, ainda perturbada com seus pensamentos. – Obrigada. – ela falou num tom de voz confiante, tentando se mostrar forte. Algum tempo depois uma empregada entrou trazendo alguma comida. Merida comeu e logo em seguida tomou o tão desejado banho. A ferida estava agora limpa, assim como sua pele e seus cabelos. Ela se vestiu e se olhou no espelho. Parecia uma pessoa diferente, não a garota suja que chegara em Rochedo Casterly. Ela sorriu de canto vendo seu reflexo no espelho, pensando em como a roupa poderia transformar uma pessoa. Se Merida usasse um vestido, certamente iriam confundir ela com uma nobre senhora, mas longe iam os tempos em que usava vestidos.
A loira regressou ao quarto e encontrou novamente Alasca. – Agora sim, estou muito melhor! – ela disse de bom humor.
A Tyrell olhou de novo a Lannister e acabou dizendo. – Você é jovem. Qual sua idade pequena Lannister?
Indo até uma cadeira ela se sentou observando a loira na sua frente.  – Já está noiva? Por momentos Merida temeu pela garota, esperando que seu futuro não fosse tão ruim.


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Re: Rochedo Casterly

Mensagem por Alasca Lannister em Qua Set 03, 2014 9:00 pm

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erida saíra do quarto e fora tomar o seu banho. Eu me olhei no grande espelho que ficava em cima da penteadeira me encarando, olhando para mim e para o meu corpo. O quanto eu havia crescido e como de repente o tempo passou tão rápido. Aproximei meu rosto do meu reflexo no espelho, eu olhava no olho de meu reflexo e meu reflexo olhava no meu olho. Começo a pensar em que tudo o que eu tenho feito desde pequena. Desde quando me educaram para ser uma boa dama. Quando ia até Lannisporto sempre ajudava os pobres, sempre ajudei aqueles que batiam na minha porta procurando por ajuda, e com certeza sempre irei ajudar. Costumava visitar os filhos de pequenos e pobres fazendeiros, lhes doar alimentos e até chegava a brincar e a contar histórias para os seus filhos. Pego a escova e começo a pentear o meu cabelo enquanto continuava pensando sobre tudo o que fiz e aconteceu em minha vida. Era o que me restava fazer enquanto estava sozinha. Deixei que todo o meu cabelo caísse por somente um dos ombros, mexia o meu pescoço pensando em absolutamente nada. Somente observando o movimento do meu pescoço e do meu cabelo. Levanto-me em silêncio, o único barulho que rondou por todo quarto foi o da pequena cadeira se mexendo. Olhei ao redor desejando me jogar da janela somente pelo prazer de sentir o vento frio batendo em meu rosto durante a queda, mas em vez de seguir o caminho até a janela fiz ao contrário caminhando até a grossa porta de madeira. Passei o dedo pela madeira da porta a analisando. E então voltei a pensar em coisas que eu já havia pensado antes. Se o castelo fosse invadido apesar de considerar isso impossível sempre fazia essa pergunta para mim mesma é possível de conseguir arrombar a porta? Que para minha segurança não seja.


Saí de meu quarto em passos silenciosos, meus passos eram leves e graciosos, ninguém do corredor me ouviria. Desci uma escada, e depois mais outra, mais uma, e mais outra pequena até chegar a cozinha que continha várias mulheres. Pessoas perambulavam para lá e para cá, eu me tornava invisível ao meio de tanta gente. Um pedaço de torta de alguma fruta de coloração vermelha estava sob uma mesa, peguei uma faca cortando uma grande fatia da torta e em seguida a matando com cinco vorazes mordidas. Tomei um pouco de água e limpei o canto da minha boca que provavelmente estava suja e me virei para voltar para o quarto. Voltei correndo com medo de que Merida não me achasse quando chegasse ao meu quarto. Minha gata Meraxes – lhe dei esse nome devido ao nome do dragão da rainha Rhaenys Targaryen, esposa de Aegon, o Conquistador – estava do lado de fora arranhando a porta de madeira com as suas unhas afiadas, e que milagrosamente ela não as usava contra mim. A peguei com apenas uma mão e a carreguei para dentro do quarto a soltando em cima da cama. Ela deita em um canto em meio a um travesseiro e a um lençol branco, e então fechou os olhos se camuflando em meio a tanto branco. A pego colocando em meu colo e a fazendo carinho até adormecer.


— Agora sim, estou muito melhor! — Disse Merida regressando limpa e com roupas novas, não era a toa que ela estava de bom humor. Ela me olhou, e eu sorri timidamente, meus dedos se moviam com delicadeza sob os pelos de Meraxes. — Você é jovem. Qual sua idade pequena Lannister? — Me sentia uma criança com o “pequena Lannister”, mas me senti elogiada com o “você é jovem”, e acho que isso era o bom de ser criança, a juventude, a animação, a felicidade, a pureza e inocência. Merida se senta em um cadeira se virando e ficando de frente para mim. — Já está noiva? — Ela pergunta.


— Tenho dezesseis anos, senhorita Pendragon — Disse respondendo a sua primeira pergunta. Segurei Merazes com ambas as minhas mãos e a coloquei de volta ao seu canto. — Não... Não estou prometida. — Abaixei o olhar tirando o sorriso do rosto e então voltei a olhar nos olhos de Merida — Espero que quando essa hora chegar não seja prometida a um velho estúpido... A não ser que seja um Targaryen, daí as minhas chances de ser rainha aumentam — Endireitei minha postura, mas não tirava os meus olhos de Merida. Umedeci meus lábios. — Não acho que farei muita diferença sendo uma senhora submissa ao seu senhor. Acho que eu faria muita diferença tendo um marido sentado no Trono de Ferro.
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Re: Rochedo Casterly

Mensagem por Convidado em Qui Set 04, 2014 2:05 pm



Merida of house Tyrell
Casterly Rock


Alasca segurava um gato no seu colo e parecia gostar do animal. Merida não era grande admiradora de animais exceto de cavalos talvez. Sabia distinguir um bom cavalo de um ruim ou quais os melhores para uma batalha que não fosse corpo a corpo, mas nada mais do que isso. Sabia um pouco de todos os assuntos, costura, música, política, medicina até, mas nada de extraordinário. Talvez se Merida tivesse crescido com seus pais em Jardim de Cima ela fosse uma pessoa diferente, uma dama educada por uma septã, uma mulher como todas as outras.
Ela olhou Alasca e sorriu docemente, porém seus olhos não transmitiam qualquer tipo de emoção. Já esperava aquela resposta, desde que vira a pequena Lannister que sabia que ela não teria mais que dezasseis anos.
O gato vagueava agora pelo quarto, passando junto das pernas da Tyrell, deitando-se ao seu lado. Merida desviou por segundos a atenção para o bicho e quando falou, seus olhos observavam qualquer coisa através da janela.  – Espero que tenha a sorte de casar com alguém que a faça feliz e não com alguém que a veja apenas como uma bolsa para carregar crias.
Merida falava com rispidez porém com tranquilidade e um pequeno sorriso surgiu no canto da sua boca ao lembrar o seu passado. Felizmente ela não tinha dado herdeiros para aquele canalha. Ele não merecia filhos dela. Quantas vezes ela agradeceu pela existência do chá da lua…
- Você é ambiciosa, pequena Lannister. Uma caraterística admirável, pode ser sua ascensão ou sua ruína.
Merida fez uma pausa para observar a garota na sua frente antes de continuar: - Não tome isso como uma ameaça, apenas um conselho de uma mulher mais velha.
Ela olhou mais uma vez a garota e se levantou calmamente. – Adoraria ficar aqui conversando com você mas já é tarde e ambas precisamos descansar.
Merida fez uma leve vénia, sorrindo levemente a Alasca, e saiu, fechando a porta cuidadosamente.
Não foi difícil encontrar o estábulo, parecia até que Merida conhecia o Rochedo. Mas essa era a primeira vez que ela estava ali, sobre isso ela tinha a certeza.
Seu cavalo se manifestou assim que a viu e Merida passou a mão sobre seu pelo. – Amanhã sairemos daqui, descanse.
Em seguida ela se sentou junto de um monte de palha mas não fechou os olhos. Não, Merida não dormiria essa noite, ela ficaria de olhos bem abertos.
A noite passou lentamente, apenas a luz das velas iluminava o estábulo agora mais tranquilo. Merida aproveitou para traçar um percurso mental da sua viagem, tendo sempre em atenção as estradas menos movimentadas.
Algum tempo depois do sol nascer Merida foi até a cozinha onde o cheiro a comida era já intenso. Ela pegou algumas coisas para a viagem sem que ninguém notasse sua presença e rapidamente regressou ao estábulo, onde seu cavalo a esperava já pronto.
Dando uma ultima olhada no pátio, a Tyrell abandonou o local, cavalgando focada no seu objetivo, deixando o Rochedo Casterly para trás.



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Re: Rochedo Casterly

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