[FP] Sokratis Papastathopoulos

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[FP] Sokratis Papastathopoulos

Mensagem por Sokratis Papastathopoulos em Ter Jul 08, 2014 12:05 am



Sokratis Papastathopoulos
25 anos
Próx a Norvos
Nômade
Casa (Se possuir)
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Característica Física  

Sokratis pode ser descrito como um homem relativamente alto, beirando os 1,85 de altura e com um peso de 80kg distribuídos num porte físico trabalhado, não por vontade própria é claro e sim pelo tipo de vida que levou. Seu corpo ainda é quase inteiramente marcado por cicatrizes, principalmente nas costas, onde as marcas do chicote permanecem sendo uma vívida lembrança da escravidão. O cabelo é muito mal cortado, mas sempre curto e desfiado, talvez ter um pouco de volume não o faça se enquadrar no quesito liso, no geral possui uma tonalidade clara entre o loiro cinzento e o castanho médio. A farta barba em seu rosto normalmente o faz parecer mais velho, escondendo também o enigma que se prende aos olhos de íris verde que parecem ser tomados por um fogo insaciável. O modo que se veste é extremamente precário, a indumentária é baseada aos trapos, um resto de armadura com posta por peitoral, ombreiras, caneleiras e braceletes, a intimidade é apenas coberta por uma espécie de toga deixando as coxas à mostra. Carregava duas espadas cegas, que ficaram no esquecimento quando ambas as lâminas se romperam. No geral mantém uma aparência suja, marcada por sangue, suór e poeira, que nunca foram tão bem vistos, por um homem que conquistou a liberdade recentemente.

Características Psicológicas

De escravo cativo à homem livre, sua personalidade sofreu uma incrível mutação com o tempo. Sequer lembra-se dos dias de seu nascimento e no calor de sua família, foi moldado pensando sempre em conseguir o mínimo, enquanto passava os dias na umidade e escuridão de minas de ferro ou ao sol sob as chibatadas. Não era volátil, quando começou a se tornar um rapaz parecia mais um animal acorrentado, agressivo para com seus mestres e extremamente bondoso com seus iguais. A palavra liberdade brotou em seus lábios como uma verdadeira rebelião de pensamentos, sempre ia contra as regras, sempre ousava pensar mais do que um escravo poderia. É reflexivo, estrategista, odeia ver outros sofrerem, principalmente quando a dor é infligida pelas mãos de outra pessoa, o que normalmente sempre o coloca diante do perigo iminente de assuntos que não são seus. Pode-se dizer que tem as características de um líder nato, apto para bolar a mais curiosa das estratégias e crente o suficiente para passar confiança a qualquer um. Tem quase que uma bússola moral e valoriza acima de tudo os laços de amizade e companheirismo que possa conquistar, em matéria de religião é um verdadeiro cético, prefere muito mais crer na força humana no que na rendição divina, por vezes até desafiando a existência de qualquer tipo de Deus. No geral é apenas um homem que antes conhecia apenas a dor e escuridão e agora, divida a luz do dia em meio à esperança da liberdade.

Historia

Muito longe do lugar que ele se encontra agora, sob o vale verde e frondoso, foi onde ele nasceu, mas isso sequer passa por sua cabeça, nem mesmo o nome de sua mãe é lembrado. Porque aos 5 anos, o pequeno vilarejo em que viveu, foi dizimado, dos sobreviventes apenas as correntes podem dar seu testemunho.

Os novos escravos, acorrentados, enfileirados, caminhavam quase caindo. Além do rio , além das colinas e montes que agoram tornaram-se areia da mais fina. Fumaça e pó toca o rosto de qualquer um que se aventure. Apenas o ar está vivo, eo ar é vidrado com calor e cintilante com o calor, e sentidos do homem não são mais válidas, pois ele não vê nada, pois é, mas tudo torto e deformado e curvo pelo calor. E o deserto também mudou. É uma noção equivocada de que muitas pessoas afirmam que deserto está em toda parte o mesmo; mas deserto significa apenas a falta de água, e esta falta de água varia muito em grau, eo deserto varia muito de acordo com a natureza do solo ou da paisagem onde o deserto é. Há rocha do deserto e montanha deserto e areia do deserto, e branco sal deserto e lava-deserto e há também o terrível deserto de deriva pó branco, onde a morte é a assinatura absoluta. Aqui, não cresce nada. Não a torcida matagal seco, duro da rocha do deserto; não os solitários de roupa-ervas daninhas da areia do deserto, mas nada.

Na rocha negra e escarpa, onde tantos outros são obrigados a usar de picaretas para retirar o ferro sintilante. Aos homens e mulheres os trabalhos pesados de extração, as crianças eram necessários, pois quando as veias se estreitaram, lá no fundo da escarpa rocha negra, só uma criança poderia trabalhar lá.

Então você ve as minas para onde Sokratis foi mandado, ele e 122 conterrâneos acorrentados de pescoço a pescoço, levando suas ardentes correntes quentes através do deserto até o fim do primeiro monte. O décimo segundo a partir da frente da linha é Sokratis. Ele é quase nu, como todos eles são quase nu, e em breve ele será inteiramente nu. Ele usa um fragmento de uma tanga, e seu cabelo é longo. Suas sandálias ter usado completamente, mas ele usa o pouco que resta deles para que a proteção pode oferecer; para que a pele dos pés é um quarto de uma polegada de espessura e tão resistente como o couro, não é proteção suficiente contra os ardentes areias do deserto.

Naquele cenário ele cresceu, sem juventude e sem virilidade. Da cabeça aos pés e cabelo e barba no rosto, ele é coberto com a areia branca em pó, mas debaixo da areia de sua pele é queimada marrom como seus olhos verdes e intensos, que espreitam para fora de seu rosto cadavérico como brasas de ódio. A pele bronzeada é um complemento de vida para, como ele; os escravos, de cabelos amarelos de pele branca não podem trabalhar nas minas; já eles, eles passarão pela dor amarga.

Por todo tempo, todos os quase 20 anos que ele sobreviveu ali tudo o que esperavam foi um clamor dos céus.  Mas os deuses não estão aqui; o que os deuses fariam aqui? Ele percebeu nada cairia do céu, tudo o que mudavam eram os homens como ele e seus filhos, vindo e morrendo para aquele inferno. Isso é o que eles são, ferramentas. Mas algo mudou, a partir de dentro e de fora; e para aquelas forças que lhes deram forma em outra coisa que não a humanidade, tem havido uma resposta interior, uma desaparecendo do desejo ou a necessidade de ser humano. Apenas viver!

O coração de Sokratis, se tornou no processo de anos como uma pedra, a cada momento que vê alguém se contrair de medo e horror. Os poços de piedade nele, que ele acreditava terem secados, são molhados de novo, e seu corpo desidratado ainda é capaz de derramar lágrimas. Ele olha para eles, seus iguais. O chicote choca-se em suas costas para ele seguir em frente, mas ainda assim ele se levanta e olha para eles.

Eles vão rastejando cada vez que perdem as forças, e agora quando eles saem, mas ainda rastejam como animais. Eles não tomam banho, uma vez ali, jamais tomarão banho. Suas peles são de pó preto e sujeira marrom; seus cabelos são longos e emaranhados, e quando eles não são crianças, são barbudo. Alguns são homens negros e alguns são homens brancos, mas a diferença agora é tão pouco que mal se comenta sobre ela. Todos eles têm calos feios nos joelhos e cotovelos, e eles estão nus, completamente nus. Por que não? Será que roupas os manteriam vivos por mais tempo? A mina tem um único propósito, trazer lucros para os seus donos, e até mesmo pedaços de pano sujo tem algum custo. No entanto, eles usam uma peça de roupa. Cada um tem ao seu pescoço uma argola de bronze ou um colar de ferro. Deve-se notar que ninguém nunca escapou das minas; ninguém podia escapar. Um ano nessas minas, e como se pode pertencer ao mundo dos homens de novo? A corrente é um símbolo, torna-se uma necessidade.

Sokratis olha para eles e busca por sua própria natureza, sua própria raça, a humanidade, mas o que é natureza, quando um homem é um escravo? "Discussão", ele diz para si mesmo: "falar uns com os outros." Mas eles não falam. Eles são silenciosos como a morte. "Sorria", ele implora para ele mesmo. Mas ninguém sorri. Eles carregam suas ferramentas com eles, as picaretas de ferro, pés de cabra e talhadeiras. As crianças, magras como aranhas, se contorcer para passar pelos buracos mínimos. Estas crianças nunca crescem; eles são boas por uns dois anos, no máximo, depois que eles vêm para as minas não há outro caminho a seguir. Eles não têm curiosidade. Eles não se importam.

E Sokratis sabe: "Em pouco tempo, eu não também não vou ligar", diz ele para si mesmo. E isso é mais assustador do que qualquer outra coisa. Agora os escravos param para comer, e depois são levados para o abrigo rochoso, que é seu local de descanso. É construído contra a base da própria escarpa. Foi construído a um longo, longo tempo atrás. Ele é construído com lajes maciças de pedra negra, e não há nenhuma luz no interior e a ventilação é somente a partir da abertura em cada extremidade. O local nunca foi limpo. A sujeira de décadas apodreceu em seu piso e endureceu ali. Os superintendentes nunca entram no lugar. Se tem algum problema lá dentro, comida e água são retidos; quando eles não têm o bastante de comida e água, os escravos se tornam dóceis e rastejam para fora como os animais são. Quando alguém morre ali dentro, os escravos trazem o corpo para fora. Mas às vezes uma criança vai morrer no fundo das longas galerias, e não vai ser notada.

Ele não sabe o porquê. Não há razão para viver desse jeito, nenhuma lógica para esta sobrevivência; mas também não é o conhecimento de escravo. É mais do que um instinto. Nenhum animal poderia sobreviver desta forma; o padrão para a sobrevivência não é simples; não é uma coisa fácil; é muito mais complexo e cheio de idéias e difícil do que todos os problemas enfrentados por pessoas que nunca se confrontam com este. E há uma razão para isso também.

Mas ele sobreviveu. Ele se adaptou, se desdobramento, se condicionado, se sensibilizando; ele é tornou-se um mecanismo de profunda fluidez e flexibilidade. Seu corpo conserva a força da liberdade de liberação da cadeia. Quanto tempo ele e os seus camaradas ficaram nessa cadeia, ou foram forçados a fazer o carregamento do metal através do deserto, até o rio! Anos e mais anos de cerco, e agora ele está livre disso! Ele é leve como uma pena, mas essa força encontrada não deve ser desperdiçada. E quando ele recebe um pedaço de pão ele não vai engoli-lo. Ele irá guardá-lo e saboreá-lo por horas, de modo que cada possível migalha posse afundar-se nos tecidos do seu corpo. Ele leva sua comida, trigo e cevada, mingau cozido com gafanhotos secos. Ele tem comido pior, e todos os alimentos devem ser honrados; aqueles que desonram a comida, mesmo em pensamento, tornam-se inimigos da comida, e logo morrem.

Mas agora ele pensa, agora no topo de seu vigor físico ele vai contra. E no momento em que todos estão reunidos entre grunhidos de dor e roncos, Sokratis se levanta e numa explosão de fúria disserta sobre como seria a vida além do deserto. Como seria sentir o gosto de outras comidas, como seria respirar o ar puro sem a areia branca impregnada, como seria fazer as suas próprias regras. E imediatamente as palavras tomam efeito, os escravos se reúnem sob o comando de Sokratis e assim que o sol nasce e os guardas os chamam, todos saem desgovernadamente numa explosão de fúria. Não havia como os guardas e capatazes ganharem, a proporção de escravos era quase de 100 para 1, e agora, com alguém abençoado pela razão eles tomam as minas. Se armam e aguardam, o por quê? Porque certamente mais virão, porque nada vem de graça, nada vem sem custo.

Foram longas semanas, inúmeras baixas, mas vitórias, conquistas e glórias. Ao final do mês quando os guardas pararam de vir, os escravos conheceram o gosto da liberdade. O chão repleto de corpos e sangue não foi suficiente, as correntes foram arrebentadas, quem sabia por quanto tempo aguentariam? E então, quando se passaram 5 dias sem ataques, eles debandaram, donos se seus próprios destinos, nada além de um punhado de coragem e o espírito livre para sonhar.

Ele não tinha família, muito mal recordava de seu nome, pai, mãe, tios e avós morreram quando seu povoado foi tomado. Os irmãos morreram aos poucos nas minas, dias após dias, e agora ele viveria por todos eles. Era de origem de Bravos, mesmo que a muito tempo seu antepassado tenha abandonado a cidade e aventurando-se por Essos, mas sequer recordava-se de algum costume, os dias que passou cativo apagaram qualquer rastro de sua humanidade, mas agora, agora viveria livre. Provavelmente se tornaria um mercenário ou mais um anônimo morto no deserto, mas estava sem mestres, sem o chicote, sem deuses. O sonho era alimentado pela ambição, nada além da esperança.  


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Re: [FP] Sokratis Papastathopoulos

Mensagem por Hollywood em Ter Jul 08, 2014 5:12 pm

Ficha praticamente Perfeita! Aprovado!
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Hollywood

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